Conhecer a Verdade Liberta a Mente

Quando pensei em escrever sobre esse tema, achei importante contextualizar a relevância da pergunta diante de um drama atual que permeia a vida daqueles que buscam o Deus da Bíblia. Infelizmente, quando analisamos o campo religioso e o comportamento humano, percebemos que algumas “instituições” religiosas — não todas (de forma alguma pretendo fazer uma generalização, pois há igrejas comprometidas com as Escrituras) — apresentam uma dinâmica divergente das práticas bíblicas.

Os líderes são considerados uma espécie de “pai” ou “mãe espiritual” e se valem de “partes” da Bíblia para formular suas próprias doutrinas. Entre os cristãos, católicos e protestantes, ao se observar como definem sua fé, constata-se, muitas vezes, que ela não está fundamentada nas Escrituras, mas nos pressupostos, nas crenças e nas conveniências desses líderes: “O padre ou o pastor falou que…”; “Deus espera que eu faça isto ou aquilo”. Repete-se, assim, um grave erro do passado: a voz do “líder espiritual” é tratada como a voz de Deus e, portanto, colocada acima da autoridade bíblica e considerada imune a qualquer contestação.

A principal técnica de controle religioso estabelece-se entre as categorias de “virtude” e “pecado”, “santo” e “impuro”, “moral” e “imoral”, “céu” e “inferno”. Esse discurso, quando materializado na fala de um líder ou de uma instituição religiosa, torna-se muito pernicioso, pois, por meio dele, exerce-se controle ético, financeiro, moral, familiar e sobre outras áreas da vida. A consequência disso é um pensamento cativo, que impede o desenvolvimento de um pensamento crítico e assertivo. (Se você quiser se aprofundar no assunto, há um artigo sobre pensamento no menu Psicologia.)

É muito triste quando encontro pessoas espiritual e emocionalmente desoladas e destruídas porque permaneceram sob esse controle durante anos e, por isso, “decepcionaram-se com Deus e com a Bíblia”. Por outro lado, é comum, nesses casos, encontrar pessoas que não tiveram estruturas afetivas bem consolidadas em seus lares e que, portanto, buscam figuras parentais. Assim, esse tipo de liderança e de controle religioso funciona com muita eficácia, propiciando um ambiente envolvente, que produz uma ilusão de “acolhimento eterno”, sustentada durante meses ou anos. O indivíduo é mantido distante de uma investigação autônoma e pessoal das Escrituras, em um ambiente no qual não há espaço para questionamentos. Não faz sentido que os cristãos deixem de se empenhar em aprender as Escrituras. Caso contrário, a pergunta seria: em quais pressupostos a sua fé cristã está fundamentada?

Esse breve contexto faz-se necessário porque são comuns o preconceito, a rejeição e a falta de interesse, mesmo sem que tenha havido qualquer contato com a Bíblia. Meu ponto de partida é que DEUS é PESSOAL, INFINITO e CRIADOR de tudo o que conhecemos e também daquilo que não conhecemos. Portanto, faz-se necessária uma investigação pessoal.

A Bíblia reúne 66 livros em um único LIVRO, escritos ao longo de aproximadamente 1.600 anos por mais de 40 autores, com formações e culturas distintas. Como isso é possível? Esse fato, por si só, chama muito a atenção. Em nenhuma outra obra verificamos algo semelhante. Penso que isso, por si só, já torna sua leitura e seu estudo extremamente interessantes.

  • Um Livro Antigo, Profético e Atual (descreve a atualidade pós-moderna e nos conta sobre o futuro).
  • A Bíblia é a revelação de Deus; descreve- o de maneira pessoal, soberana, criadora, onisciente, onipresente e onipotente.
  • A Bíblia, diferentemente de outros livros, possui inspiração divina. Isso quer dizer que, de maneira sobrenatural, Deus inspirou (soprou) as Escrituras, foi a forma pela qual Ele desejou comunicar-Se conosco. Utilizou escritores de maneira perfeita, íntegra e totalmente pura.
  • A inerrância da Bíblia significa que ela é isenta de erros, isto é, sem falhas nos escritos originais. Ela resistiu aos testes científicos e arqueológicos e, o mais importante, quem dá TESTEMUNHO DA BÍBLIA é o PRÓPRIO SENHOR JESUS!

Salmo 1

1 — Leia esse texto em uma Bíblia, física ou on-line. Inicie com a pergunta: “De maneira geral, sobre o que este salmo trata?”. O texto enfatiza algo? Você consegue relacioná-lo a outros textos bíblicos que conhece? Após a leitura, atribua títulos e rótulos que resumam o texto; memorize-o, aprofunde-se nele e faça-lhe perguntas.

Por exemplo, o versículo 1 inicia com uma bênção: “Bem-aventurado”. Veja que interessante: essa bênção também aparece em Mateus 5. Esse salmo nos ensina como deve ser nossa trajetória nesta vida: devemos ordenar nossos comportamentos segundo a Palavra de Deus. Ou seja, a cultura e os modos de viver devem ser determinados por Deus, e não por nossas interpretações, ilusões acerca da verdade ou cristalizações familiares e culturais daquilo que consideramos “normal”. Isso corresponderia ao “conselho dos ímpios” e ao ato de se deter no caminho dos pecadores. Aqui, já vemos que são necessários um exercício profundo de análise das próprias crenças e uma disposição para revê-las.

2 — Um sentimento de “PRAZER” no ato de “MEDITAR DE DIA E DE NOITE”. Isso me lembra o estado de alguém apaixonado. Como é possível sentir-se assim e permanecer constante nisso?

3 — A garantia de um estado de satisfação completa. Isso está ligado ao fato de que tudo o que essa pessoa faz prospera. Ainda que tenhamos lutas e dores, o salmo fala de um estado interno de satisfação e da realização de ações assertivas.

4 — O contraste com aquilo que vimos nos versículos anteriores. Aqui, vemos alguém que se encontra constantemente frustrado em sua alma, sem direção, sem estabilidade emocional e já perdido quanto ao propósito e ao sentido da vida.

5 — O Senhor está ciente de tudo o que nos diz respeito; portanto, conhece-nos profundamente e sabe como tratar cada filho.

Segue um livro que pode ajudar a realizar perguntas para o texto biblico, como também um guia para organizar seus estudos. Nele você encontrará uma metodologia simples que te conduzirá a ter insight sobre os textos Bíblicos A partir de três princípios básicos ( Observar, Interpretar e Aplicar) o autor desenvolve uma ciência para o estudo da Bíblia.
Vale muito a pena!

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